Entenda o que são serviços ancilares no SIN, controle de frequência, suporte de reativos, recomposição, reserva e como BESS pode ser projetado para prestar funções de suporte.

Confira!

Serviços ancilares são capacidades operativas necessárias para manter o sistema elétrico seguro, estável, confiável e com qualidade adequada, além do simples fornecimento de energia ativa. No SIN, o ONS identifica entre os serviços regulados os controles primário e secundário de frequência, o suporte de potência reativa, o autorrestabelecimento integral e os Sistemas Especiais de Proteção; a administração e a apuração desses serviços são realizadas pelo Operador conforme os Procedimentos de Rede e a regulamentação aplicável.

O crescimento de geração e recursos conectados por inversores aumenta a importância dessas capacidades porque energia disponível em MWh não garante, por si só, frequência, tensão, reserva, resposta dinâmica ou capacidade de recomposição. É possível ter energia suficiente e, ainda assim, faltar o serviço operacional necessário no lugar, instante ou velocidade requeridos.

BESS pode tecnicamente fornecer diversas funções associadas a serviços ancilares graças ao PCS bidirecional, ao controle rápido e à possibilidade de reservar potência e energia. Entretanto, capacidade técnica não equivale automaticamente a elegibilidade regulatória, contratação ou remuneração. Cada serviço depende de requisitos do ONS, enquadramento do agente, regras de medição, ponto de conexão, disponibilidade, testes de desempenho e mecanismo contratual vigente.

O que são serviços ancilares

O termo “ancilar” se refere a um serviço que dá suporte à operação do sistema elétrico. A ANEEL o associa a prestações indispensáveis à segurança, qualidade, estabilidade e confiabilidade, distintas do simples fornecimento de energia elétrica.

Essa distinção é fundamental. Um gerador pode produzir MWh e ainda não entregar controle de tensão adequado. Um BESS pode possuir 100 MWh de energia e não estar configurado, dimensionado ou habilitado para prestar determinado serviço de frequência. Uma instalação pode ter potência reativa disponível, mas estar eletricamente distante da região onde o suporte de tensão é necessário.

Os serviços ancilares existem porque o sistema elétrico precisa equilibrar continuamente grandezas e restrições que não aparecem na conta simples de energia produzida e consumida.

Energia, potência, capacidade e serviço ancilar não são a mesma coisa

Energia mede quantidade acumulada ao longo do tempo. Potência representa a taxa instantânea de entrega ou absorção. Capacidade indica quanto recurso pode estar disponível em determinada condição. Serviço ancilar é uma função operacional com requisitos próprios de resposta, disponibilidade, localização, medição e desempenho.

ConceitoUnidade típicaPergunta que responde
EnergiaMWhquanta energia pode ser entregue ou absorvida?
Potência ativaMWcom que intensidade o recurso atua?
Potência reativaMvarquanto suporte de tensão pode fornecer ou absorver?
Capacidade aparenteMVAqual é o envelope total do conversor/equipamento?
ReservaMW disponíveisquanto pode ser mobilizado se necessário?
Serviço ancilarproduto operacionalqual função o recurso entrega ao sistema e com qual desempenho?

Essa separação evita um erro recorrente em projetos BESS: considerar que “ter MW e MWh” significa estar apto a qualquer serviço do sistema.

Quais serviços ancilares o ONS reconhece atualmente

Na descrição institucional vigente do ONS, os serviços ancilares regulados incluem controles primário e secundário de frequência das unidades geradoras, suporte de potência reativa, autorrestabelecimento integral e Sistemas Especiais de Proteção. O detalhamento contratual e de ressarcimento está associado ao Módulo 8 dos Procedimentos de Rede e aos normativos da ANEEL.

O Submódulo 8.1 também registra, no contexto da administração contratual, itens como despacho complementar para manutenção da reserva de potência operativa. Isso mostra que o ecossistema de serviços de suporte possui diferentes formas de obrigação, contratação e ressarcimento.

A lista não deve ser tratada como um catálogo comercial aberto indistintamente a qualquer tecnologia. É necessário verificar a regulamentação e o mecanismo específico aplicável a cada agente e serviço.

Controle primário de frequência

O controle primário atua automaticamente diante de desvios de frequência, buscando conter a variação inicial após um desequilíbrio entre geração e carga. Tradicionalmente, essa resposta é associada aos reguladores de velocidade de unidades geradoras síncronas.

Do ponto de vista físico, um BESS com PCS apropriado pode alterar rapidamente sua potência ativa e, portanto, possui características favoráveis para resposta de frequência. Para transformar essa capacidade em serviço, porém, é necessário definir lógica de controle, faixa de potência reservada, droop ou característica equivalente, tempo de resposta, saturações, SOC disponível e comportamento em limites.

A resposta deve ser previsível. Um BESS operando no limite de carga ou descarga pode não ter margem para aumentar ou reduzir potência na direção requerida.

Headroom e footroom

Para responder nos dois sentidos, o recurso precisa reservar margem de potência. Se o PCS está descarregando em sua potência máxima, não possui headroom para aumentar ainda mais a injeção. Se está carregando no limite, não possui margem adicional de absorção.

Portanto, a capacidade nominal do PCS não é igual à capacidade disponível para o serviço. A estratégia operacional precisa reservar potência para a função contratada.

Controle secundário de frequência

O controle secundário atua em escala posterior ao controle primário e busca restaurar frequência e intercâmbios programados, normalmente por meio de sinais coordenados pelo sistema de controle do operador.

Para um BESS, a prestação desse tipo de função exige mais que resposta rápida. Exige telemetria, comunicação confiável, recepção de setpoints, controle de potência, rastreabilidade, disponibilidade e gestão de SOC para que o recurso permaneça capaz de seguir os comandos ao longo do período de prestação.

Esse ponto é decisivo: um BESS pode responder em milissegundos, mas ficar energeticamente indisponível depois de algum tempo se não houver estratégia de recomposição do SOC.

Relação entre desequilíbrio do sistema e camadas de resposta

Desequilíbrio geração-carga

Desvio de frequência

Resposta inicial

Controle primário

Controle secundário

Restabelecimento das margens

Relação entre desequilíbrio do sistema e camadas de resposta

O diagrama representa camadas funcionais; os tempos e responsabilidades exatos são definidos pelos requisitos operativos aplicáveis.

Suporte de potência reativa e controle de tensão

Potência reativa é essencial para controle de tensão. Diferentemente da energia ativa, seu valor depende fortemente da localização elétrica: alguns Mvar injetados ou absorvidos em um ponto podem ter efeito muito maior que a mesma quantidade em outro ponto da rede.

O ONS e a ANEEL vêm testando mecanismos competitivos para suporte de potência reativa por meio de sandbox regulatório. A Resolução Autorizativa ANEEL nº 16.539/2025 autorizou mecanismo competitivo para aquisição desse suporte, e o primeiro processo foi estruturado para necessidades específicas de controle de tensão na área de Minas Gerais.

O desenho do sandbox evidencia um princípio importante: efetividade elétrica importa tanto quanto quantidade. A avaliação considera localização, ponto de conexão, contribuição efetiva e custo.

Para um BESS, o PCS pode em determinadas condições fornecer ou absorver potência reativa. Isso não significa que toda potência aparente esteja livre para Q quando o sistema simultaneamente entrega P.

Curva de capacidade do PCS

O conversor possui limite de potência aparente. De forma simplificada, potência ativa e reativa compartilham esse envelope. Quanto mais próximo do limite de MW o PCS opera, menor pode ser a margem disponível para Mvar, dependendo do equipamento e da estratégia de controle.

O projeto precisa especificar:

  • capacidade aparente nominal;
  • faixa de potência reativa por nível de potência ativa;
  • condições de temperatura e tensão;
  • duração permitida;
  • controle de tensão ou fator de potência;
  • resposta a setpoint;
  • prioridade entre P e Q;
  • limites impostos por transformadores e cabos.

Não basta escrever “BESS fornece reativo”. A curva de capacidade precisa ser demonstrada e testável.

Autorrestabelecimento e recomposição

Autorrestabelecimento integral está entre os serviços listados pelo ONS. A função está ligada à capacidade de uma unidade retomar operação e contribuir para a recomposição do sistema sob condições definidas.

BESS e recursos grid-forming despertam interesse porque podem, em determinadas arquiteturas, contribuir para energização e formação de referência elétrica. Entretanto, grid-forming, black start e autorrestabelecimento não são sinônimos.

Um recurso pode possuir controle Grid Forming e não possuir capacidade contratual ou física para energizar todos os auxiliares e equipamentos necessários a uma sequência de recomposição. Da mesma forma, um sistema pode executar black start local de uma microrrede sem estar enquadrado como prestador do serviço de recomposição do SIN.

Essa fronteira precisa ser preservada na especificação e na comunicação comercial.

Sistemas Especiais de Proteção

Sistemas Especiais de Proteção — SEP — são esquemas que atuam diante de condições específicas para preservar segurança sistêmica, podendo envolver corte de geração, corte de carga, abertura de elementos ou outras ações coordenadas conforme o esquema aprovado.

A presença de BESS em uma instalação não transforma o sistema automaticamente em SEP. Entretanto, armazenamento pode fazer parte de arquiteturas de controle ou mitigação quando estudos sistêmicos justificarem a função e quando os requisitos de confiabilidade, comunicação e atuação forem atendidos.

O ponto central é que SEP é uma função sistêmica definida por estudo e procedimento, não uma funcionalidade genérica disponível em catálogo.

Reserva operativa e flexibilidade

Reserva de potência operativa representa margem de potência disponível para responder a necessidades do sistema. Embora os conceitos de reserva e serviço ancilar se relacionem, eles não devem ser tratados como palavras equivalentes em qualquer contexto regulatório.

Do ponto de vista de engenharia, BESS pode reservar parte de sua potência para responder a chamadas futuras. Mas essa reserva tem custo de oportunidade: potência e energia reservadas deixam de estar disponíveis para arbitragem, peak shaving ou outro uso.

A Curva do Pato reforça essa necessidade de flexibilidade, especialmente na transição entre alta produção solar e ponta noturna.

Por que a Transição Energética aumenta a demanda por serviços de suporte

À medida que geração eólica, solar e outros recursos conectados por inversores aumentam, a matriz muda não apenas em energia, mas em comportamento dinâmico. Serviços historicamente fornecidos de forma inerente ou obrigatória por máquinas síncronas precisam ser explicitamente avaliados.

O PAR/PEL 2025 destaca que, em condições de carga líquida muito baixa, parte das usinas síncronas precisa permanecer em operação para prover inércia, regulação de frequência, controle dinâmico de tensão e potência de curto-circuito.

Isso evidencia a tese central do cluster: Transição Energética não é somente substituição da fonte de energia. É transformação da infraestrutura e das funções que sustentam o sistema elétrico.

O que um BESS pode fornecer tecnicamente

Um BESS moderno combina bateria, BMS, PCS, EMS/PPC, proteção, medição e comunicação. Dependendo de sua arquitetura, pode ser tecnicamente capaz de:

  • responder rapidamente a comandos de potência ativa;
  • absorver ou injetar potência ativa;
  • fornecer ou absorver potência reativa dentro do envelope do PCS;
  • manter reserva de potência;
  • seguir setpoints externos;
  • participar de estratégias de controle de frequência;
  • contribuir para suporte de tensão;
  • executar funções grid-forming em equipamentos habilitados;
  • fornecer dados e telemetria para supervisão.

Essa lista descreve capacidade técnica potencial. O serviço efetivamente prestado depende do enquadramento regulatório e contratual.

Capacidade técnica não é autorização regulatória

Essa é uma das distinções mais importantes para investidores e projetistas. Um equipamento capaz de executar determinada função não adquire automaticamente direito de vendê-la ou receber remuneração.

No Brasil, a regulamentação de armazenamento avançou em 2026 com as Resoluções Normativas ANEEL nº 1.161 e nº 1.162, estabelecendo procedimentos para sistemas autônomos e colocalizados. Ao mesmo tempo, mecanismos de serviços ancilares continuam possuindo regras e contratos próprios.

A viabilidade econômica de um BESS não deve presumir receita de serviço ancilar que ainda não esteja respaldada por mecanismo aplicável ao projeto.

CamadaPergunta
Tecnologiao BESS consegue executar a função?
Projetofoi dimensionado e integrado para isso?
Operaçãohá potência, energia e SOC disponíveis?
Procedimentoatende requisitos de medição, telecom e desempenho?
Regulaçãoo agente é elegível?
Contratoexiste mecanismo de contratação/remuneração?

Somente quando todas as camadas estão resolvidas a capacidade potencial se transforma em serviço contratável.

Potência rápida não elimina a necessidade de energia

Serviços de resposta rápida podem demandar pouca energia em um evento isolado, mas a disponibilidade ao longo do tempo continua limitada pelo SOC. Repetidos comandos em uma mesma direção podem levar o armazenamento a um limite de carga ou descarga.

Por isso, o dimensionamento precisa separar:

  • potência máxima de resposta;
  • duração máxima do evento;
  • energia acumulada esperada;
  • frequência de acionamentos;
  • tempo e estratégia de recuperação do SOC;
  • reserva mínima e máxima;
  • conflito com outras aplicações.

A metodologia de dimensionamento de BESS deve incorporar o perfil do serviço, e não apenas a potência nominal do projeto.

SOC é uma variável operacional do serviço

Se o BESS precisa aumentar injeção de potência, deve possuir energia disponível. Se precisa absorver potência, deve possuir espaço energético para carregar. Para funções bidirecionais, trabalhar muito próximo de 0% ou 100% de SOC reduz capacidade de resposta em um dos sentidos.

O EMS pode manter uma banda operacional de reserva, por exemplo evitando extremos de SOC. Essa estratégia reduz energia disponível para outras aplicações, mas aumenta prontidão para o serviço.

A banda ótima depende de probabilidade e direção dos acionamentos, remuneração, degradação e compromissos concorrentes.

Service stacking: um BESS pode fazer várias coisas, mas não todas ao mesmo tempo

Service stacking é a combinação de múltiplas aplicações no mesmo ativo. Um BESS pode, por exemplo, ter parte da potência dedicada a peak shaving e outra parcela reservada para um serviço de suporte.

O risco surge quando a mesma capacidade é contada duas vezes. Se toda a potência está comprometida para um serviço prioritário, não pode ser simultaneamente garantida para outro. Se o SOC é consumido por arbitragem, pode faltar energia para resposta posterior.

Exemplo de alocação de capacidade em um BESS multipropósito

Capacidade total do BESS

Reserva de potência

Reserva de energia e SOC

Aplicações comerciais

Serviços de suporte

Peak shaving / arbitragem / load shifting

EMS define prioridades

Exemplo de alocação de capacidade em um BESS multipropósito

A filosofia de operação precisa definir hierarquia, indisponibilidades e regras de recuperação.

Grid-following e grid-forming

A maioria dos conversores conectados à rede opera em lógica grid-following: sincroniza-se a uma referência existente e controla corrente/potência. Grid-forming estabelece uma referência de tensão e frequência de forma mais ativa e pode oferecer características relevantes em sistemas com alta participação de inversores.

O artigo Grid Following x Grid Forming detalha essa diferença.

Nem todo serviço ancilar exige grid-forming, e possuir grid-forming não significa automaticamente prestar serviço ancilar. A arquitetura de controle deve ser escolhida a partir dos requisitos do sistema.

Inércia, resposta rápida e controle de frequência

Máquinas síncronas armazenam energia cinética em massas girantes e contribuem fisicamente para a resposta inicial a distúrbios. Conversores não reproduzem essa característica de forma inerente, mas controles podem comandar variações rápidas de potência a partir da energia disponível no recurso DC.

Termos como “inércia sintética”, “fast frequency response” e “grid-forming” descrevem funções distintas e não devem ser usados como sinônimos.

Para especificar qualquer função dinâmica é necessário definir:

  • variável medida;
  • banda morta;
  • ganho ou droop;
  • tempo de detecção;
  • tempo de resposta;
  • potência máxima;
  • duração;
  • recuperação;
  • comportamento em saturação;
  • interação com proteções.

Sem essa definição, a função existe apenas como claim de fornecedor.

Potência reativa pode ser prestada sem descarregar energia ativa

Um conversor pode fornecer ou absorver potência reativa sem que isso corresponda a uma descarga sustentada de energia ativa da bateria, respeitados seus limites elétricos e perdas. Esse aspecto torna PCS de BESS potencialmente interessante para suporte de tensão.

Entretanto, o transformador, cabos, filtros e ponto de conexão também precisam suportar o fluxo de corrente associado. O limite não está apenas no software.

Além disso, a efetividade de Q é locacional. O sandbox brasileiro de controle de tensão explicitou esse critério ao avaliar contribuição em subestações de referência.

Localização é parte do produto

Alguns serviços têm caráter mais sistêmico; outros são altamente locais. Suporte de tensão é exemplo clássico de função cuja efetividade depende do ponto de conexão.

Isso significa que dois BESS idênticos, com a mesma capacidade Mvar, podem ter valores completamente diferentes para uma necessidade de tensão específica.

A engenharia deve calcular sensibilidade, efetividade e limitações da rede antes de atribuir valor econômico ao serviço.

Telecomunicações, telemetria e sincronismo de tempo

Serviços operativos exigem evidência. Comando, resposta e disponibilidade precisam ser medidos e correlacionados no tempo.

A arquitetura deve definir sinais, protocolos, disponibilidade da comunicação, timestamp, qualidade do dado, redundância quando necessária e integração com EMS/PPC/SCADA.

O conteúdo sobre BESS, SCADA e EMS detalha a hierarquia entre supervisão e controle.

Uma função rápida não pode depender de uma cadeia de comunicação incapaz de atender o desempenho especificado.

Medição e fronteira de desempenho

Toda contratação precisa indicar onde e como o serviço será medido. Para potência ativa, pode ser o ponto de conexão. Para potência reativa, localização e sinal importam. Para frequência, é necessário registrar estímulo e resposta. Para disponibilidade, é necessário definir quando o recurso é considerado apto.

Os seguintes elementos precisam ser congelados contratualmente:

  • ponto de medição;
  • classe dos medidores;
  • resolução temporal;
  • sincronismo de relógio;
  • tratamento de dados inválidos;
  • método de cálculo de performance;
  • tolerâncias;
  • janelas de indisponibilidade;
  • critérios de exceção.

Sem M&V, o serviço não é auditável.

Estudos elétricos para um BESS orientado a serviços ancilares

A engenharia de estudos para BESS ganha importância quando o ativo precisa interagir dinamicamente com a rede.

Dependendo da função, podem ser necessários:

  • fluxo de carga e fluxo de potência reativa;
  • curto-circuito;
  • coordenação de proteção;
  • qualidade de energia;
  • harmônicas;
  • análise de sensibilidade de tensão;
  • estabilidade dinâmica RMS;
  • estudos EMT;
  • análise de weak grid;
  • avaliação de interação entre controles.

A profundidade deve ser proporcional ao risco. Um BESS behind-the-meter de pequena potência não exige necessariamente o mesmo pacote de estudos de um ativo conectado à Rede Básica.

Estabilidade e interação de controles

Em redes com alta participação de IBR, estabilidade pode ser governada por controles e não apenas por parâmetros eletromecânicos tradicionais. PLL, loops de corrente, controle de potência, limitadores, filtros e outros conversores podem interagir.

O artigo sobre estabilidade de sistemas elétricos com inversores aprofunda essa questão.

Um serviço destinado a melhorar a segurança não pode introduzir uma interação dinâmica adversa. Por isso, desempenho deve ser validado no modelo e em testes apropriados.

Design Basis para serviços ancilares

Projetar um BESS para serviços de suporte exige transformar frequência, tensão, potência, energia, localização e resposta dinâmica em requisitos verificáveis antes de selecionar a solução.

Serviços de Engenharia Elétrica

O Design Basis precisa transformar a intenção operacional em requisitos de engenharia. Uma seção dedicada ao serviço deve registrar:

CampoExemplo de definição
Serviço-alvosuporte de tensão / controle de frequência
Ponto de conexãobarra e nível de tensão
Direçãoinjeção, absorção ou bidirecional
PotênciaMW ou Mvar requeridos
Duraçãotempo mínimo de sustentação
Respostatempo e tolerância
Disponibilidadepercentual e exclusões
SOCbanda de reserva
Comunicaçãosinais e interface operacional
M&Vmétodo de apuração
TestesFAT, SAT e performance

Essa matriz evita que “capacidade de serviço ancilar” permaneça como frase genérica na especificação.

Owner’s Requirements

Os requisitos do proprietário devem separar requisitos mandatórios de opções futuras. Se o projeto precisa estar pronto para um mercado que ainda está em evolução, a solução pode ser especificada como “service-ready” sem presumir receita.

Isso pode incluir capacidade de PCS, interfaces de comunicação, modelos dinâmicos, registros de dados e reserva de I/O necessários para futura habilitação.

A estratégia reduz risco de obsolescência sem inventar um fluxo de caixa regulatório ainda inexistente.

Procurement: comparar capacidade demonstrável

Funcionalidades declaradas pelos fornecedores só são comparáveis quando potência reservável, curva P-Q, SOC, resposta, modelos, interfaces e garantias são equalizados na mesma base.

Procurement Técnico

O procurement de BESS deve exigir evidência e limites claros.

Duas propostas que declaram “frequency support” podem entregar comportamentos diferentes. A equalização deve verificar:

  • potência reservável;
  • tempo de resposta;
  • duração;
  • faixa de SOC;
  • recuperação;
  • disponibilidade;
  • curva P-Q;
  • modos de controle;
  • interfaces;
  • modelos de simulação;
  • evidências de testes;
  • garantias.

A TBE precisa transformar funcionalidades de marketing em critérios comparáveis.

Garantias de performance

A garantia deve estar ligada ao serviço. Para controle de potência, pode incluir erro de seguimento e tempo de resposta. Para suporte de reativo, pode incluir Mvar disponíveis no ponto definido. Para disponibilidade, deve haver regra objetiva de cálculo.

Garantias de bateria — capacidade, SOH e throughput — também importam porque a prestação do serviço consome vida útil ou reserva operacional.

Service stacking deve indicar qual garantia prevalece quando diferentes aplicações competem pelo mesmo recurso.

FAT: validar lógica e interfaces antes do campo

O FAT deve verificar o que pode ser demonstrado em ambiente controlado antes da energização. Isso inclui modos de controle, interfaces BMS/PCS/EMS, alarmes, limites, comunicação e comportamento diante de comandos simulados.

Quando modelos dinâmicos fazem parte do escopo, versão do modelo e versão do firmware/controlador precisam ser rastreáveis. Um modelo validado para lógica diferente da instalada reduz valor do estudo.

A matriz de testes deve nascer dos Owner’s Requirements.

SAT e testes de performance

O serviço só deve ser aceito quando o desempenho for demonstrado na fronteira definida, com procedimento, instrumentação, tolerâncias e critérios de aprovação previamente acordados.

Comissionamento e Aceite Técnico de Instalações Elétricas

No campo, o objetivo muda: demonstrar a função na instalação real e na fronteira contratual.

O comissionamento de BESS deve verificar potência, comunicação, setpoints, intertravamentos, integração, medição e resposta conforme critérios previamente aprovados.

O teste não deve improvisar limites durante a execução. Procedimento, condições iniciais, critérios de aprovação e tratamento de exceções precisam estar aprovados antes.

Operação e disponibilidade

A prestação contínua depende de manutenção, HVAC, PCS, comunicação, BMS e infraestrutura elétrica. Uma bateria disponível com PCS indisponível não presta o serviço; um PCS funcional sem SOC suficiente também pode estar indisponível para determinada direção.

Por isso, a disponibilidade precisa ser calculada na cadeia funcional completa.

Indicadores úteis incluem:

  • disponibilidade técnica do BESS;
  • disponibilidade do modo de serviço;
  • horas aptas;
  • eventos atendidos;
  • performance média de seguimento;
  • falhas de comunicação;
  • indisponibilidade por manutenção;
  • SOC fora da faixa de prontidão.

Degradação e custo do serviço

Serviços diferentes consomem a bateria de formas diferentes. Alguns geram muitos microciclos; outros exigem reservas prolongadas de SOC; outros podem operar predominantemente com potência reativa e pouco throughput ativo.

O custo econômico precisa considerar degradação incremental, eficiência, auxiliares, oportunidade perdida e manutenção.

Não existe “receita ancilar grátis” apenas porque a funcionalidade existe no PCS.

O sandbox brasileiro de suporte reativo

A evolução regulatória brasileira já produziu um caso concreto de mecanismo competitivo. O ONS informa que a REN ANEEL nº 1.062/2023 permitiu testar aquisição de produtos de serviços ancilares em ambiente experimental, inicialmente para suporte de potência reativa e controle de tensão.

A Resolução Autorizativa nº 16.539/2025 autorizou o ONS a operacionalizar o mecanismo competitivo. O primeiro desenho focou necessidade de absorção de potência reativa em subestações específicas da área de Minas Gerais e utilizou critérios técnicos e econômicos de efetividade.

Esse modelo é relevante para engenharia porque demonstra que o produto não é apenas “Mvar”. É Mvar no lugar certo, na janela correta, medido e disponível conforme contrato.

BESS e o marco regulatório de armazenamento de 2026

A ANEEL regulamentou em 2026 procedimentos para Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica autônomos e colocalizados por meio das REN nº 1.161 e nº 1.162.

Esse avanço cria uma base regulatória mais clara para o ativo armazenamento, mas não deve ser interpretado como abertura automática de todas as receitas possíveis de serviços ancilares.

Para cada projeto, é necessário verificar o enquadramento aplicável no momento da contratação e evitar que projeções econômicas misturem capacidade técnica futura com receita regulatória disponível hoje.

Como estruturar um projeto BESS preparado para serviços ancilares

A sequência recomendada é:

  1. identificar o serviço e a necessidade física;
  2. confirmar o ponto de conexão e a efetividade;
  3. definir requisitos de potência, energia e resposta;
  4. verificar enquadramento regulatório e contratual;
  5. reservar headroom, footroom e SOC;
  6. executar estudos elétricos e dinâmicos necessários;
  7. especificar PCS, EMS/PPC, medição e telecom;
  8. equalizar propostas por performance;
  9. validar modelos e lógica no FAT;
  10. demonstrar a função no SAT/performance test;
  11. monitorar disponibilidade e degradação na operação.
Da capacidade técnica do BESS à prestação verificável de um serviço

Necessidade do sistema

Requisito técnico

Enquadramento regulatório

Projeto e estudos

Procurement

FAT e SAT

Medição e operação

Serviço verificável

Da capacidade técnica do BESS à prestação verificável de um serviço

Pular a etapa regulatória ou a etapa de ensaios transforma potencial tecnológico em risco de projeto.

Quando a Engenharia do Proprietário agrega valor

Em projetos multipropósito, a governança independente ajuda a proteger os requisitos do proprietário diante de conflitos entre aplicações, fornecedores, modelos e garantias.

Engenharia do Proprietário

Projetos orientados a múltiplos serviços possuem interfaces entre bateria, PCS, proteção, telecom, modelos, mercado e operação. O fornecedor de equipamento tende a otimizar seu pacote; o proprietário precisa otimizar o empreendimento.

Uma função de Engenharia do Proprietário pode revisar requisitos, desvios, estudos, interfaces, garantias, testes e documentação independentemente do fabricante.

Isso se torna especialmente relevante quando receitas ou obrigações futuras dependem de desempenho que precisa sobreviver a mudanças de firmware, configuração e operação.

Principais erros em projetos orientados a serviços ancilares

Presumir que resposta rápida basta

Tempo de resposta é apenas um requisito. SOC, duração, disponibilidade, comunicação e localização também importam.

Contar a mesma capacidade duas vezes

Service stacking sem reserva explícita de potência e energia superestima receita e desempenho.

Ignorar a curva P-Q do PCS

Potência ativa e reativa compartilham limites de conversão.

Tratar grid-forming como sinônimo de serviço ancilar

Grid-forming é uma arquitetura de controle; o serviço depende de requisito, desempenho e enquadramento.

Inserir receita não contratável no business case

A possibilidade técnica futura não é receita presente.

Contratar funcionalidade sem critério de aceite

Se o teste não está definido, o proprietário pode receber uma feature habilitada no software sem comprovação de performance.

Serviços ancilares e a próxima etapa da Transição Energética

A expansão de renováveis, MMGD, BESS e outros IBR muda a composição das fontes que historicamente forneciam serviços essenciais. O debate passa de “quanta energia renovável cabe no sistema?” para “quais capacidades operacionais precisam existir para que essa energia seja integrada com segurança?”.

Esse deslocamento é estratégico. BESS tem potencial relevante justamente porque combina resposta rápida, bidirecionalidade e controle de potência ativa e reativa. Mas o valor não está na palavra “bateria”; está em transformar essas características em uma função de sistema mensurável, disponível e contratável.

Como comprovar a aptidão de um BESS para prestar serviços ao SIN

Uma bateria capaz de variar potência rapidamente não está automaticamente habilitada a prestar um serviço ancilar. A engenharia deve estabelecer uma cadeia de requisitos que conecte a necessidade do sistema elétrico à capacidade do ativo e às condições regulatórias e operacionais. Essa cadeia começa no ponto de conexão: potência ativa, potência reativa, capacidade de energia, eficiência, limites de temperatura, estado de carga, taxa de resposta, tolerâncias, degradação e disponibilidade precisam ser definidos para o serviço considerado. Em seguida, estudos de rede e integração de controles devem demonstrar a interação entre inversores, sistemas de proteção, automação e supervisão do operador.

O segundo eixo é o desempenho verificável. Um teste de rampa demonstra uma característica diferente de um ensaio de sustentação de potência por determinado intervalo. Da mesma maneira, injeção reativa em condição estática não comprova resposta dinâmica em um evento de tensão. O programa de testes deve estabelecer condições iniciais de SOC, limites de potência aparente, temperatura, número de ciclos, taxa de recuperação e modos de falha. Os registros de tempo também importam: se o serviço depende de atuação coordenada, a cadeia de telemetria e controle precisa demonstrar latência, sincronismo e integridade dos dados, e não apenas conectividade.

CamadaQuestão de engenhariaEvidência de aceite
Regulatória e comercialQual produto está efetivamente disponível e sob quais condições?Regras aplicáveis, habilitação, contrato e obrigações
Conexão e proteçãoO recurso pode operar sem comprometer a rede?Estudos de acesso, proteção, curto-circuito e estabilidade
Controle e comunicaçãoA resposta será comandada, observada e registrada?Protocolos, latência, sincronismo e testes de integração
Potência e duraçãoA função é sustentada no horizonte necessário?Curvas de resposta, SOC, temperatura e energia útil
Disponibilidade e garantiaQuem assume degradação, falha e indisponibilidade?Garantias com método de medição, exclusões e RMA

Essa matriz permite distinguir três níveis de conclusão: capacidade alegada no datasheet, capacidade demonstrada por engenharia e ensaios, e elegibilidade para participação em mecanismo de contratação. A última depende das normas e oportunidades regulatórias efetivamente vigentes, não apenas da aprovação técnica de um inversor.

Armazenamento em 2026: outorga, colocalização e limites de receita

A Resolução Normativa ANEEL nº 1.161/2026 disciplinou procedimentos aplicáveis a sistemas de armazenamento autônomos, enquanto a Resolução Normativa nº 1.162/2026 tratou da colocalização do armazenamento com centrais geradoras no contexto da REN 1.071/2023. Essas providências de outorga e configuração do empreendimento não devem ser confundidas com a efetiva contratação de qualquer serviço ancilar. Um BESS colocalizado a uma usina fotovoltaica pode ter despacho, disponibilidade de potência e restrições de operação diferentes de um sistema autônomo, ainda que use equipamentos semelhantes.

A ANEEL também submeteu a consulta pública em outubro de 2026 metodologia de custeio do encargo associado à reserva de capacidade contratada de sistemas de armazenamento. Trata-se de discussão regulatória específica, não de autorização genérica para remunerar todos os serviços técnicos que um BESS seria capaz de prestar. Estudos de viabilidade precisam modelar apenas receitas respaldadas por regras e contratos aplicáveis, mantendo oportunidades futuras como cenários e não como fluxo de caixa contratado. A avaliação deve considerar uso concorrente da capacidade de energia, recuperação do SOC, degradação, penalidades de indisponibilidade e custo de conexão.

Por isso, na estruturação do empreendimento, convém separar o Design Basis elétrico do caso comercial regulatório. O primeiro define o que o ativo é capaz de entregar com segurança e sob quais ensaios. O segundo define se aquela entrega pode ser contratada, em qual mercado ou produto, com que disponibilidade e responsabilização. O projeto de sistemas fotovoltaicos e integração elétrica, os estudos de curto-circuito e seletividade e o comissionamento e aceite precisam compartilhar essa base de requisitos.

Considerações finais

Serviços ancilares são parte da infraestrutura funcional do sistema elétrico. Frequência, tensão, recomposição, reserva e proteção exigem recursos que estejam disponíveis na velocidade, localização e duração necessárias.

BESS amplia o conjunto de alternativas técnicas, principalmente pela capacidade de controlar rapidamente potência ativa e reativa. Entretanto, o projeto precisa separar três perguntas: o equipamento consegue fazer, o sistema elétrico precisa dessa função naquele ponto e o mecanismo regulatório permite contratar e remunerar o serviço?

A engenharia conecta essas três camadas. Requisitos, estudos, integração, procurement, FAT, SAT, medição e operação transformam funcionalidade declarada em desempenho verificável. É essa disciplina que permite avaliar serviços ancilares sem confundir potencial tecnológico com receita ou obrigação já disponível no mercado.

Por Eng. Altair Andrade Galvão — Diretor de Engenharia e Projetos, A3A Engenharia.

Referências técnicas

[1] ONS. Atuação — Administração da Transmissão e Serviços Ancilares. Disponível em: https://www.ons.org.br/paginas/sobre-o-ons/atuacao.

[2] ONS. Procedimentos de Rede — Submódulo 8.1 — Administração dos Contratos. Disponível em: https://ecmservice.ons.org.br/ecmprsite/ecmfragmentsdocuments/Subm%C3%B3dulo%208.1-PR_2020.12.pdf.

[3] ONS. Sandbox Regulatório de Suporte de Potência Reativa para Controle de Tensão. Disponível em: https://www.ons.org.br/paginas/energia-amanha/sandbox-controle-de-tensao.

[4] ANEEL. Regulação da Geração — Serviços Ancilares. Disponível em: https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/geracao/regulacao.

[5] ANEEL. Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica Autônomos — Baterias. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/aneel/pt-br/centrais-de-conteudos/manuais-modelos-e-instrucoes/armazenamento-de-energia/sae-autonomos-bateria.

[6] ANEEL. Sistemas de Armazenamento de Energia Elétrica colocalizado a centrais geradoras. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/aneel/pt-br/centrais-de-conteudos/manuais-modelos-e-instrucoes/armazenamento-de-energia/sae-colocalizado-a-centrais-geradoras.

[7] ONS. PAR/PEL 2025 — Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do SIN. 2025. Disponível em: https://www.ons.org.br/Paginas/energia-no-futuro/suprimento-eletrico/parpel2025/sumario-executivo/index.aspx.

Perguntas frequentes
O que são serviços ancilares?

São funções operativas necessárias para segurança, qualidade, estabilidade e confiabilidade do sistema elétrico, distintas do simples fornecimento de energia ativa.

Quais serviços ancilares existem no SIN?

O ONS lista, no quadro regulatório vigente, controles primário e secundário de frequência, suporte de potência reativa, autorrestabelecimento integral e Sistemas Especiais de Proteção, além de administrar outros mecanismos relacionados à segurança operativa conforme os Procedimentos de Rede.

BESS pode prestar serviços ancilares?

Tecnicamente, um BESS pode executar diversas funções de suporte por meio do PCS e dos sistemas de controle. A prestação efetiva depende de requisitos técnicos, enquadramento do agente, medição, testes e mecanismo regulatório/contratual aplicável.

BESS pode controlar frequência?

Pode ser projetado para responder rapidamente com potência ativa, mas é necessário reservar potência e SOC, definir a lógica de controle e demonstrar o desempenho exigido.

BESS pode fornecer potência reativa?

O PCS pode fornecer ou absorver potência reativa dentro de sua curva de capacidade e dos limites da instalação. A efetividade para controle de tensão depende fortemente do ponto de conexão.

Grid-forming é um serviço ancilar?

Não. Grid-forming é uma estratégia de controle do conversor. Ela pode habilitar capacidades úteis a determinados serviços, mas não equivale por si só a um produto regulatório ou contrato de serviço ancilar.

É correto incluir receitas futuras de serviços ancilares no business case do BESS?

Somente quando houver base regulatória e contratual coerente com o projeto. Capacidade técnica potencial não deve ser contabilizada como receita garantida.

Um BESS pode receber por todo serviço que tecnicamente consegue executar?

Não. Capacidade técnica, requisitos de acesso e elegibilidade regulatória ou contratual são dimensões distintas. A remuneração depende das regras do produto aplicável.

Que documentos são essenciais para especificar BESS orientado a serviços ancilares?

Design Basis, estudos de conexão e proteção, requisitos de potência e duração, integração de controle, telemetria, garantias e critérios de FAT, SAT e testes de performance.

Por que o estado de carga influencia a disponibilidade do BESS?

Porque o serviço exige margem energética de carga ou descarga. SOC, temperatura, degradação e estratégia de recuperação limitam a duração e repetição da resposta.

Materiais técnicos complementares

Conteúdos principais sobre o tema

Conteúdos técnicos correlatos

Serviços relacionados