Entenda a Curva do Pato: carga líquida, geração solar, rampas do fim da tarde, MMGD, curtailment e como BESS, resposta da demanda e flexibilidade atuam no problema.

Confira!

A Curva do Pato, ou Duck Curve, é o perfil de carga líquida que surge quando a geração solar reduz fortemente a demanda vista pela rede durante o dia e desaparece rapidamente no fim da tarde, criando uma rampa acentuada de potência a ser atendida por outros recursos. O fenômeno não significa que a demanda total desapareceu; significa que uma parcela crescente do consumo foi atendida localmente durante as horas solares e volta a aparecer para a rede quando essa geração cai.

No Brasil, o tema já é operacional. O PAR/PEL 2025 do ONS descreve explicitamente a dinâmica característica da curva do pato: redução da carga supervisionada mínima durante o dia, rampa pronunciada no final do dia, crescimento do fluxo reverso e maior esforço para manter controle de tensão e demais serviços essenciais. O problema deve ser tratado como combinação de energia, potência, localização elétrica, flexibilidade e observabilidade.

BESS, resposta da demanda, cargas flexíveis, reforços de rede e maior capacidade de controle podem reduzir os impactos. Nenhuma dessas alternativas, porém, deve ser escolhida antes de entender a curva real, a duração do evento e a restrição elétrica que se pretende resolver.

O que é Curva do Pato

A carga líquida é a parcela da demanda que precisa ser atendida pelos recursos restantes depois de descontada a geração que ocorre localmente ou que já está sendo injetada por fontes variáveis. Quando a geração fotovoltaica cresce ao longo da manhã, a carga líquida cai. Quando o sol se põe, essa geração diminui enquanto o consumo pode continuar elevado.

O desenho resultante apresenta um vale durante as horas de maior produção solar e uma subida acentuada no fim da tarde. A forma visual originou o nome “curva do pato”, mas o problema de engenharia está na taxa de variação de potência e nas condições elétricas associadas.

Formação conceitual da Curva do Pato

Manhã: carga cresce

Produção solar aumenta

Carga líquida diminui

Fim da tarde: solar reduz

Carga líquida sobe

Maior necessidade de flexibilidade

Formação conceitual da Curva do Pato

Quanto maior a penetração solar e menor a carga diurna, mais profundo pode ficar o vale. Quanto mais rápida a redução da geração solar no fim do dia, maior tende a ser a rampa.

Carga bruta, carga líquida e carga supervisionada

Esses conceitos não são sinônimos. A carga bruta representa o consumo agregado. A carga líquida desconta a geração local ou variável. A carga supervisionada é a parcela efetivamente observada pelo operador em determinada fronteira.

Com MMGD, parte do consumo é atendida antes de aparecer para o sistema de transmissão. Em determinados momentos, uma região pode inclusive exportar potência, produzindo fluxo reverso.

ConceitoRepresentaConsequência
Carga brutaconsumo totalnecessidade energética dos consumidores
Geração distribuídaprodução próxima à cargareduz demanda observada pela rede
Carga líquidacarga após descontar geração localnecessidade dos demais recursos
Carga supervisionadaparcela vista pelo operadorbase para operação e segurança
Rampavariação de potência no temponecessidade de flexibilidade

A Curva do Pato é, portanto, um fenômeno de carga líquida e não simplesmente um gráfico de geração fotovoltaica.

Por que a geração solar cria esse perfil

A produção fotovoltaica é predominantemente diurna. Em dias de boa irradiação, cresce pela manhã, atinge valores elevados próximo ao meio do dia e diminui no fim da tarde. O consumo segue outro perfil e pode permanecer alto depois da redução solar.

Com baixa penetração fotovoltaica, a variação é absorvida sem alterar estruturalmente a forma da carga vista pela rede. Com maior participação, o vale diurno se aprofunda e a transição para a ponta noturna fica mais exigente.

A MMGD adiciona uma dificuldade de operação porque grande parte dos recursos está conectada à distribuição. O operador precisa estimar geração distribuída, carga e condições meteorológicas para prever a carga supervisionada.

A Curva do Pato no SIN

O PAR/PEL 2025 registra que a MMGD já supera 43 GW e vem promovendo redução da demanda supervisionada mínima, aumento da rampa intradiária e crescimento do fluxo reverso nas transformações de fronteira. O ONS também associa essa condição a maior necessidade de flexibilidade e controle rápido de tensão.

O estudo mostra que a carga supervisionada mínima reduziu cerca de 8,57 GW entre os recordes analisados de 2023 a 2025, enquanto a capacidade instalada de MMGD cresceu aproximadamente 17,17 GW no período. Em 10 de agosto de 2025, o recorde de demanda supervisionada mínima ocorreu por volta de 13h05, com forte participação de MMGD no atendimento da carga global.

Esse diagnóstico é importante porque transforma a Curva do Pato em um fenômeno mensurável do sistema brasileiro, e não em analogia importada de outros mercados.

Curva do Pato não é a mesma coisa que curtailment

Curtailment é a redução de geração que poderia produzir, por razões elétricas ou energéticas. A Curva do Pato é o formato da carga líquida resultante da combinação entre geração e consumo ao longo do dia.

Uma curva muito profunda pode aumentar o risco de curtailment porque há muita geração durante um período de baixa carga líquida. Entretanto, restrições de transmissão, limites de conexão ou contingências também podem causar cortes de geração independentemente da forma da curva.

SituaçãoCurva do PatoCurtailment
Solar reduz carga líquida ao meio-diacaracterística centralpode não ocorrer
Excesso energético diurnoaprofunda o valepode exigir restrição
Limite de transmissãopode ser independentepode provocar restrição elétrica
Rampa do fim da tardecaracterística centralnão é curtailment por si só

O curtailment precisa ser diagnosticado pela causa antes de se prescrever armazenamento.

O que é a rampa intradiária

Rampa é a taxa com que a potência requerida pelo sistema muda em determinado intervalo. Não basta conhecer o valor de ponta; é necessário saber quanto a demanda líquida aumenta e em quanto tempo.

O PAR/PEL 2023 já apontava forte crescimento das rampas associadas à expansão da MMGD em cenários do horizonte de planejamento. O ciclo 2025 confirma que o problema se materializou mais rapidamente do que previsto.

Para caracterizar uma rampa, a engenharia deve analisar:

  • magnitude em MW;
  • duração em horas;
  • taxa em MW/min ou MW/h;
  • previsibilidade;
  • localização elétrica;
  • recursos disponíveis para acompanhar a variação;
  • restrições de transmissão e distribuição;
  • condições de tensão e potência reativa.

Flexibilidade é a variável central

A Curva do Pato não exige necessariamente uma única tecnologia. Ela exige capacidade de modificar geração, carga ou armazenamento na velocidade e duração necessárias.

Usinas despacháveis, resposta da demanda, armazenamento, recarga controlável de veículos elétricos e outras cargas flexíveis podem participar. A combinação depende da escala e do ponto da rede.

A engenharia deve separar flexibilidade de potência, necessária para acompanhar variações rápidas, de flexibilidade de energia, necessária para sustentar o deslocamento durante horas.

Como BESS atua sobre a Curva do Pato

Um BESS pode carregar durante o vale diurno e descarregar durante a rampa do fim da tarde. É uma aplicação de load shifting aplicada à necessidade de flexibilidade.

Ao carregar, o BESS aumenta a demanda líquida no período de maior geração. Ao descarregar, reduz a potência que precisa ser fornecida por outros recursos no fim do dia.

Ação do BESS sobre o vale e a rampa da carga líquida

Maior oferta solar

Carregamento

Redução do vale líquido

Energia armazenada

Descarga no fim da tarde

Redução da rampa líquida

Ação do BESS sobre o vale e a rampa da carga líquida

O BESS não cria energia: desloca energia no tempo com perdas, limites de potência, SOC e degradação.

Como dimensionar BESS para reduzir a rampa

A potência e energia de um BESS devem derivar da curva que se pretende modificar.

Primeiro define-se uma curva-alvo. A diferença entre a curva original e a curva-alvo produz uma série temporal de potência de carga e descarga. A integral dessa diferença ao longo do tempo fornece a necessidade energética, ajustada por eficiência, reserva de SOC e degradação.

A análise deve usar séries temporais representativas, não apenas um dia médio. Fins de semana, feriados, sazonalidade, clima e produção industrial podem deslocar completamente o evento crítico.

Potência e energia resolvem problemas diferentes

Um BESS de alta potência e baixa energia pode suavizar uma transição curta. Um BESS de maior duração consegue deslocar mais energia entre o vale solar e a ponta noturna.

Por isso, “quantos MW?” e “quantos MWh?” são perguntas diferentes. A rampa máxima ajuda a definir potência; a área entre as curvas ao longo do período ajuda a definir energia.

O projeto ainda precisa reservar margens para eficiência, SOC, indisponibilidade e envelhecimento.

Localização elétrica importa

Um BESS só reduz uma restrição se sua carga e descarga alterarem o fluxo no ponto relevante. Se a limitação está a montante do armazenamento, a bateria pode não produzir o benefício esperado.

A localização precisa ser validada por fluxo de carga, topologia, contingências e capacidade dos ativos. A análise de fluxo reverso é particularmente importante em redes com alta penetração de geração distribuída.

Essa é a diferença entre um estudo energético e um projeto de engenharia elétrica.

Resposta da Demanda como recurso complementar

A Resposta da Demanda atua diretamente sobre a carga. Processos industriais, bombeamento, climatização, cargas térmicas e recarga de veículos podem ter graus diferentes de flexibilidade.

Quando parte do consumo pode ser movida para o período solar, a energia que precisaria ser deslocada por uma bateria diminui. BESS e resposta da demanda, portanto, podem ser complementares.

O limite é operacional: produção, conforto, segurança e qualidade do processo não podem ser sacrificados apenas para modificar a curva elétrica.

Tarifas e sinais econômicos

O consumidor responde a incentivos. Se a estrutura tarifária não diferencia horários, pode não existir razão econômica para deslocar carga mesmo que haja valor sistêmico.

Tarifas horárias e mecanismos de flexibilidade podem aproximar o comportamento do consumo das necessidades da rede. Para projetos privados, o business case deve usar a tarifa efetivamente aplicável e cenários regulatórios rastreáveis.

Não se deve presumir receita futura para fechar a viabilidade de um BESS sem base contratual ou regulatória.

Veículos elétricos: nova carga ou recurso flexível

Recarga concentrada no início da noite pode aumentar a rampa. Recarga gerenciada, por outro lado, pode deslocar consumo para o período de maior geração renovável.

O impacto depende de potência dos carregadores, simultaneidade, permanência dos veículos, estado de carga e lógica de controle. A infraestrutura de recarga precisa ser tratada como parte da curva de carga futura.

DER e microgrids

Recursos Energéticos Distribuídos incluem geração, armazenamento, veículos elétricos e cargas flexíveis. Quando coordenados, podem modificar a carga líquida de uma instalação ou região.

Uma microgrid adiciona controle local de geração, cargas e armazenamento. Entretanto, uma otimização local pode não coincidir com a necessidade sistêmica. Coordenação e sinais adequados continuam necessários.

Observabilidade e previsão

Parte da dificuldade operacional vem da incerteza. Quanto menos observáveis forem a geração distribuída e as cargas, maior a margem necessária para manter a operação segura.

Medição intervalar, previsão solar, dados das distribuidoras e modelos atualizados melhoram a estimativa da carga líquida. Isso reduz incerteza, mas não substitui recursos físicos de flexibilidade.

O problema é simultaneamente energético, elétrico e informacional.

Tensão e potência reativa

A Curva do Pato também afeta o controle de tensão. O PAR/PEL 2025 destaca aumento da amplitude das variações de potência reativa, maior uso de equipamentos shunt e necessidade de recursos mais flexíveis e automatizados.

Um PCS de BESS pode contribuir com potência reativa em condições definidas, mas sua capacidade aparente é compartilhada entre potência ativa e reativa. A função precisa ser modelada e contratada.

Logo, reduzir a rampa de MW não encerra o problema se o perfil de tensão permanecer inadequado.

Como diagnosticar a Curva do Pato em uma indústria

A Curva do Pato só se transforma em requisito de projeto quando as séries temporais de carga, geração e restrições elétricas são conhecidas e convertidas em cenários verificáveis.

Serviços de Engenharia Elétrica

Em uma instalação com geração fotovoltaica, o equivalente local aparece quando a importação da rede cai durante o dia e sobe rapidamente após a redução solar.

O diagnóstico deve reunir:

  • demanda ativa e reativa intervalar;
  • geração fotovoltaica;
  • importação e exportação;
  • perfil por dia da semana;
  • sazonalidade;
  • tarifas;
  • capacidade de transformadores e alimentadores;
  • restrições de exportação;
  • previsão de novas cargas.

Só então é possível separar oportunidade tarifária, necessidade energética e restrição elétrica.

Engineering Readiness antes do BESS

Antes de dimensionar armazenamento, é necessário validar capacidade de transformadores, painéis, proteção, infraestrutura e ponto de conexão.

Due Diligence Técnica de Engenharia

Uma curva favorável ao armazenamento não significa que a instalação está pronta para recebê-lo. Transformadores, QGBT, alimentadores, proteção, aterramento, telecomunicações, espaço e operação precisam ser verificados.

O BESS Readiness evita que um bom business case energético seja inviabilizado por CAPEX elétrico não previsto.

Estudos elétricos necessários

Dependendo da escala e do ponto de conexão, o projeto pode exigir fluxo de carga, curto-circuito, seletividade, fluxo reverso, qualidade de energia, harmônicas, estabilidade e contingências.

O conteúdo sobre estudos elétricos para BESS detalha essa etapa.

A escolha do estudo deve vir da pergunta de engenharia. Não é necessário executar toda análise possível em todo projeto, mas é necessário provar as condições que sustentam a decisão.

Transformando a Curva do Pato em requisito verificável

Projetos de flexibilidade envolvem interfaces entre rede, armazenamento, controle e contratos. A governança técnica independente reduz lacunas entre essas disciplinas.

Engenharia do Proprietário

O requisito não deve ser “instalar bateria para reduzir a Curva do Pato”. Deve expressar o resultado esperado.

ObjetivoCritério verificável
Limitar rampaMW/min ou MW/h máximos
Reduzir pontaMW máximos em janela definida
Absorver excedenteMWh de carregamento em janela
Preservar reservaSOC mínimo antes do período crítico
Limitar exportaçãoMW máximos de fluxo reverso
Apoiar tensãofaixa de Q ou fator de potência

A partir desses critérios é possível comparar armazenamento, controle de carga, geração flexível, reforço de rede ou combinação.

Estratégia de controle do BESS

A contratação deve equalizar soluções pela mesma curva-alvo, fronteira de medição, degradação e estratégia operacional.

Procurement Técnico

O EMS precisa decidir quando carregar e descarregar. Estratégias simples podem seguir janelas horárias. Estratégias mais robustas incorporam previsão de carga, previsão solar, preços, SOC e restrições elétricas.

Quando o mesmo BESS atende mais de uma aplicação, surge conflito de reserva. A energia usada para reduzir uma rampa pode deixar de estar disponível para backup, peak shaving ou outro compromisso.

A hierarquia de prioridades precisa ser parte da filosofia de operação.

Avaliação econômica

O benefício pode vir de redução de demanda, arbitragem, aumento de autoconsumo, redução de exportação, postergação de reforços, flexibilidade e resiliência.

Cada benefício precisa ser modelado sem dupla contagem. O mesmo MW ou MWh não pode ser prometido simultaneamente a serviços incompatíveis.

CAPEX, OPEX, eficiência, degradação, augmentation e indisponibilidade precisam entrar na análise. A Curva do Pato fornece o problema físico; o business case decide se a solução econômica faz sentido.

Erros comuns

Tratar o problema apenas como excesso solar

O vale diurno e a rampa noturna são partes do mesmo fenômeno.

Dimensionar apenas pela ponta

A potência não define a energia necessária. É preciso analisar a área entre as curvas ao longo do evento.

Ignorar localização elétrica

O BESS precisa alterar o fluxo no ponto relevante.

Usar apenas um dia típico

Sazonalidade e eventos de baixa carga podem governar o projeto.

Confundir benefício sistêmico com benefício privado

Uma estratégia ótima para o consumidor pode não ser ótima para o sistema elétrico.

Curva do Pato e Transição Energética

A Curva do Pato mostra por que a Transição Energética não pode ser tratada somente como instalação de geração renovável. Quanto maior a presença de fontes variáveis e distribuídas, maior a necessidade de flexibilidade, infraestrutura, observabilidade e controle.

BESS é uma ferramenta poderosa, mas seu valor depende de identificar o problema correto, no ponto correto e com a duração correta.

Considerações finais

A Curva do Pato traduz uma mudança estrutural no comportamento da carga líquida. No Brasil, o ONS já observa redução das cargas supervisionadas mínimas, rampas mais acentuadas, fluxo reverso e maior complexidade de controle associados à expansão da MMGD.

A resposta não é uma única tecnologia. Armazenamento, resposta da demanda, cargas flexíveis, controle de tensão, reforços de rede e melhor observabilidade atuam em camadas diferentes.

Para uma instalação ou empreendimento, o ponto de partida deve ser a série temporal real. Ela define potência, energia, localização e estratégia de controle; a engenharia transforma esses dados em requisitos verificáveis e em uma solução contratável.

Referências técnicas

[1] ONS. PAR/PEL 2025 — Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do SIN — Sumário Executivo. 2025. Disponível em: https://www.ons.org.br/Paginas/energia-no-futuro/suprimento-eletrico/parpel2025/sumario-executivo/index.aspx.

[2] ONS. PAR/PEL 2025 — Revista técnica. 2025. Disponível em: https://www.ons.org.br/AcervoDigitalDocumentosEPublicacoes/Revista%20PARPEL%202025-VF.pdf.

[3] ONS. PAR/PEL 2023 — Ciclo 2024–2028 — Sumário Executivo. 2023. Disponível em: https://www.ons.org.br/AcervoDigitalDocumentosEPublicacoes/Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20Sum%C3%A1rio%20Executivo%20-%20PARPEL%202023_VF.pdf.

[4] EPE. Recursos Energéticos Distribuídos — impactos e mecanismos de gestão. Disponível em: https://www.epe.gov.br/sites-pt/areas-de-atuacao/cooperacao-internacional/ArquivosCooperacaoInternacional/PSR_GIZ_RED_Produto_2_2_Final.pdf.

Perguntas frequentes
O que é Curva do Pato?

É o perfil de carga líquida em que a geração solar reduz a demanda vista pela rede durante o dia e sua queda no fim da tarde cria uma rampa acentuada de potência a ser atendida por outros recursos.

A Curva do Pato já ocorre no Brasil?

Sim. O PAR/PEL 2025 do ONS descreve explicitamente o comportamento associado à expansão da MMGD no SIN, com redução da carga supervisionada mínima, maior rampa intradiária e fluxo reverso.

Curva do Pato e curtailment são a mesma coisa?

Não. A Curva do Pato descreve o perfil da carga líquida. Curtailment é a redução de geração disponível por razões elétricas ou energéticas.

Como BESS reduz a Curva do Pato?

Carregando durante o período de maior oferta solar e descarregando durante a rampa do fim da tarde, deslocando energia no tempo.

Como dimensionar BESS para reduzir a rampa?

A diferença entre a curva original e a curva-alvo define a potência necessária; a integral dessa diferença ao longo do tempo, ajustada por perdas, SOC e degradação, define a energia necessária.

Resposta da demanda pode complementar BESS?

Sim. Cargas flexíveis podem ser deslocadas para o período de maior oferta, reduzindo a quantidade de energia que precisa ser armazenada.

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